Procuradora do MPT-RJ contribui para estudo sobre saúde mental no trabalho

Cirlene Zimmermann concedeu entrevista ao Anuário Saúde Mental nas Empresas 2026, do Instituto Philos Org, sobre os desafios da prevenção dos riscos psicossociais

A procuradora Cirlene Zimmermann, do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) e Gerente do Projeto Nacional do MPT "Saúde Mental no Trabalho", participou da quarta edição do “Anuário Saúde Mental nas Empresas 2026”, publicado pelo Instituto Philos Org, no Dia Mundial da Saúde Mental. 

Na entrevista, a procuradora falou sobre os obstáculos à prevenção dos riscos psicossociais no trabalho e o papel do MPT na promoção da saúde mental dos trabalhadores.

A publicação traz uma análise das ações de grandes empresas brasileiras em busca de ambientes de trabalho psicossocialmente saudáveis. Nesta edição, o levantamento indicou uma diminuição no índice geral de preocupação das empresas com a saúde mental dos trabalhadores, que caiu de 8,19, em 2025, para 8,02, em 2026, em uma escala que vai até 16 pontos.

Durante a entrevista, Cirlene afirmou que, "a saúde mental é influenciada por diversos fatores sociais, econômicos, familiares e comunitários, razão pela qual o Estado possui responsabilidades insubstituíveis na formulação de políticas públicas de saúde e proteção social", mas que isso não significa "que as organizações possam se eximir de sua responsabilidade quando os fatores geradores do risco decorrem das condições ou da organização do trabalho".

A procuradora afirmou que o maior desafio é conseguir que as empresas reconheçam esses elementos e implementem ações eficazes para minimizar os riscos. Além disso, ela enfatizou a relevância da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) do Ministério do Trabalho, que estabelece que os riscos ocupacionais, incluindo os fatores psicossociais, devem ser gerenciados pelas organizações. Contudo, pontuou que "o desafio dos próximos anos não é criar novas obrigações, mas assegurar a efetividade das que já existem".

Para a procuradora, a saúde mental não pode ser protegida apenas com campanhas de conscientização ou ações pontuais de apoio psicológico, mas sim com mudanças nas condições e na forma como o trabalho é organizado. 

A procuradora Cirlene enfatizou ainda que é preciso mapear os riscos do ambiente laboral, adotar medidas preventivas e monitorar se elas são eficazes, e ao avaliar o quanto estudos como o Anuário podem contribuir, a procuradora disse que essas iniciativas favorecem a ampliação da visibilidade da saúde mental no trabalho, a difusão de conhecimento e o incentivo à reflexão das organizações sobre suas práticas.

Clique aqui e acesse o "Anuário Saúde Mental nas Empresas 2026". 

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